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Acre Mais um caso

Jovem de 21 anos dá entrada em UPA do Acre com sintomas de varíola dos macacos; Saúde investiga

Paciente tinha febre, fadiga e erupções pelo corpo. Após avaliação, o jovem testou positivo para Covid e foi isolado. Ele segue sendo acompanhado para confirmar ou descartar a suspeita de Monkeypox.

06/08/2022 às 12h03
Por: Agência Plácido Fonte: G1/Ac
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Jovem de 21 anos dá entrada em UPA do Acre com sintomas de varíola dos macacos; Saúde investiga — Foto: Reprodução/Google Imagens
Jovem de 21 anos dá entrada em UPA do Acre com sintomas de varíola dos macacos; Saúde investiga — Foto: Reprodução/Google Imagens

Um jovem de 21 anos deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Sobral, em Rio Branco, com sintomas do vírus Monkeypox, causador da varíola dos macacos. O paciente buscou a unidade com febre, fadiga e erupções cutâneas no corpo na tarde dessa sexta-feira (5).

Na unidade, o paciente falou que não teve contato com alguém que viajou para fora do país e nem fez nenhuma viagem recentemente. A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) disse que o paciente foi avaliado, fez exame para Covid-19 e testou positivo.

Com a confirmação, o paciente seguiu internado em uma área isolada da UPA e, posteriormente, deve ser transferido para uma área que trata casos suspeitos de Monkeypox no pronto-socorro.

O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde da Regional de Saúde do Acre e de Rio Branco (Cievs) acompanham e investigam o caso.

Ainda conforme a Sesacre, há quatro casos suspeitos da doença em investigação. Um desses casos é de Cruzeiro do Sul, interior do Acre, e três da capital.

Até este sábado (6), a saúde acreana já descartou quatro casos suspeitos e confirmou um em Rio Branco. O primeiro caso da doença foi confirmado no dia 25 de julho.

O paciente, de 27 anos, viajou para o exterior, e em seu retorno apresentou febre, cansaço físico e pápulas espalhadas pelos braços e abdômen, sendo notificado no di 11 do mesmo mês pela Unimed. .

Macaco não é transmissor

Apesar do nome da doença, o chefe do Departamento de Vigilância em Saúde do Acre, Gabriel Mesquita, destaca que a doença não tem ligação com o macaco e que é considerada leve. Ele faz o alerta para que as pessoas não façam nenhum tipo de mal ao animal.

“Na verdade, foi consenso para definição do nome para Monkeypox justamente pelos macacos não terem envolvimento nesse processo de transmissão e para evitar que as pessoas façam esse mal com o macaco. Eles não são reservatórios da doença, não fazem essa transmissão direta, então, por isso, que decidiu-se pela comunidade científica que o nome seria Monkeypox para evitar esse estigma aos animais que não tem nada a ver”, pontua.

Ele destaca ainda que a transmissão da doença é feita de forma bem direta, com contato muito próximo.

“É uma doença de transmissão baixa, lenta, e é preciso ter um contato muito próximo, toque na pele, com secreção que sai das fístulas, secreções orais, então é uma doença que pode ser facilmente evitada com uso de máscara, evitar estar muito próximo a pessoas que estiveram em região que está tendo essa circulação de casos”, orienta.

Sintomas e transmissão

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão.

Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.

As lesões passam por cinco estágios antes de cair, segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. A doença geralmente dura de 2 a 4 semanas.

O que é um diferencial indicativo: o desenvolvimento de lesões – lesões na cavidade oral e na pele. Elas começam a se manifestar primeiro na face e vão se disseminando pro tronco, tórax, palma da mão, sola dos pés", completa Trindade, que é consultora do grupo criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para acompanhar os casos de varíola dos macacos.

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