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Justiça No Banco dos Réus

Acusados de executar mulher em sentença do Tribunal do Crime em lixão começam a ser julgados em Plácido de Castro

O crime aconteceu em maio do ano passado. A vítima foi brutalmente assassinada pelo tribunal do crime com mais de 60 perfurações de facas espalhadas pelo corpo.

16/08/2022 às 17h11 Atualizada em 17/08/2022 às 06h10
Por: Agência Plácido
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Antônia Francisca Miranda de Lima, de 29 anos, foi encontrada morta no dia 26 de maio do ano passado no lixão de Plácido de Castro - Foto: Arquivo pessoal
Antônia Francisca Miranda de Lima, de 29 anos, foi encontrada morta no dia 26 de maio do ano passado no lixão de Plácido de Castro - Foto: Arquivo pessoal

Os acusados de participação em um homicídio brutal ocorrido em maio do ano passado no aterro sanitário de Plácido de Castro, localizado no quilômetro 8, da rodovia Ac-475, começaram a ser julgados na manhã desta terça-feira (16), no Forúm Desembargador José Lourenço Furtado Portugal, Vara única do município. À época, as investigações do homicídio, levaram à prisão de 5 indivíduos, entre eles três homens e duas mulheres.

Os réus são apontados como coautores na morte da dona de casa Antônia Francisca Miranda Lima, de 29 anos, encontrada morta no lixão da cidade, com várias facadas, no dia 26 de maio do ano passado. O julgamento que começou pela manhã, ainda não terminou e deve entrar pela noite.

O crime

A vítima foi encontrada pela polícia, com o apoio de familiares, no aterro sanitário municipal, com mais de 60 marcas de facadas espalhadas pelo corpo. Ela foi espancada inúmeras vezes e teve o pescoço degolado. A dona de casa deixou 5 filhos, todos menores de idade.

Antônia foi abordada por três homens nas proximidades da Casa Lotéria 1000, em Plácido de Castro, onde tinha ido receber um benefício pago pelo Governo Federal. À época, ela foi obrigada a entrar em um veículo, em seguida, foi levada ao local da execução, onde foi estabelecido uma espécie de “Tribunal do Crime”.

A Polícia afirmou que antes de ser brutalmente executada, os criminosos gravaram um vídeo em que consta a vítima confessando a seus algozes que havia informado as ações de uma facção a terceiros. Em razão disso, foi determinada a sua morte.

O crime foi cometido com extrema violência, já que a vítima foi colocada de joelhos e esfaqueada por cerca de cinco minutos. Após o crime, os executores foram presos em flagrante, mas outras pessoas apontadas como coautores no homicídio, permaneceram foragidas por algum tempo, sendo presas e colocadas à disposição da justiça poucos dias depois do ocorrido.

Os autores respondem pelos crimes de homicídio qualificado, corrupção de menores e organização criminosa. Um menor de idade responde por ato infracional análogo ao crime de homicídio qualificado.

 

 

 

 

 

 

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