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Política Ex-ministro

TRE volta a apontar falhas na prestação de contas de Moro

Para os técnicos, há sete tipos de gastos que não teriam sido esclarecidos pela campanha do ex-juiz

23/11/2022 às 14h14
Por: Redação Fonte: Revista Oeste
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A campanha de Moro afirmou que 'inexistiu qualquer omissão ou intuito de prejudicar a fiscalização' | Foto: Reprodução/Agência Brasil
A campanha de Moro afirmou que 'inexistiu qualquer omissão ou intuito de prejudicar a fiscalização' | Foto: Reprodução/Agência Brasil

A área técnica do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná voltou a se manifestar nesta terça-feira 22 pela reprovação da prestação de contas da campanha eleitoral do senador eleito Sergio Moro (União Brasil-PR).

No início deste mês, o setor já havia apontado ausência de documentos e inconsistências nos dados. Moro apresentou sua defesa, mas ela foi rejeitada pela segunda vez.

Para os técnicos, há infração grave nas prestações de contas do ex-juiz. O relatório indica sete tipos de gastos que não teriam sido esclarecidos, além de fazer ressalva a outras três ocorrências, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo.

Moro terá três dias para apresentar uma nova defesa. Em seguida, o parecer da área técnica será encaminhado para a Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná, que deverá se manifestar sobre o caso. Quando voltar ao TRE, o processo será apreciado em plenário.

Entre os questionamentos, o relatório aponta R$ 162 mil recebidos pelo candidato por meio de doação feita pela direção estadual do União Brasil e por uma pessoa física. A quantia não foi citada no relatório parcial de contas entregue por Moro.

Em resposta à Corte, a campanha afirmou que os pagamentos foram efetivados após a apresentação da prestação de contas parcial e, por isso, as doações foram sinalizadas tardiamente. A área técnica do TRE, porém, rejeitou a argumentação.

O relatório também afirma que o ex-juiz frustrou medidas de controle, transparência e fiscalização, ao apresentar uma divergência de cerca de R$ 280 mil entre os gastos com adesivos, produção de programas de rádio e televisão, eventos eleitorais e fundo de caixa.

A campanha, por sua vez, se defendeu afirmando que a crítica à divergência “não condiz com a realidade”, já que as diferenças expressas na prestação de contas final seriam decorrentes de “ajustes, recomposição dos serviços ou o seu cancelamento”.

“Todavia, em que pese essa ocorrência, inexistiu qualquer omissão ou intuito de prejudicar a fiscalização pela Justiça Eleitoral, de modo que a omissão restou superada pela indicação completa dos gastos na prestação de contas final”, afirmou Moro, em sua defesa.

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