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30 anos do Plano Real: o que dava para comprar com R$ 1 em 1994?

As três décadas de existência do real revelam uma trajetória de superação e estabilidade econômica que revolucionou a vida dos brasileiros.

08/07/2024 às 07h59
Por: Informativo Plácido Fonte: Edital Concursos Brasil
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Foto: Reprodução/Edital Concursos Brasil
Foto: Reprodução/Edital Concursos Brasil

Há 30 anos, a inflação era um pesadelo para os brasileiros. Em apenas oito anos, seis planos econômicos fracassaram, enquanto a inflação chegava a quase 2.500% ao ano em 1993, segundo o IPCA. Então, foi nesse cenário que o Plano Real surgiu em 1º de julho de 1994, trazendo a tão sonhada estabilidade econômica ao país.

O professor Mauro Rochlin, da Fundação Getúlio Vargas, em entrevista ao Infomoney, relembra os tempos antes do Plano Real: a inflação era tão alta que chegava a 40% ao mês e, no final do governo Sarney, alcançou 80%. Após várias tentativas de controlar os preços, o Plano Real conseguiu estabilizar a economia.

Ou seja, restabeleceu o poder de compra dos assalariados e permitindo um planejamento mais seguro para as famílias.

O impacto do real na economia brasileira

A implementação do Plano Real em 1994 foi um divisor de águas para o Brasil. Afinal, naquela época, uma nota de R$ 1 tinha um grande poder de compra: era possível encher o tanque de gasolina pagando apenas R$ 0,55 por litro. Essa estabilidade trouxe muitos benefícios, como o aumento do crédito e do consumo, além da criação de empregos.

Apesar dos benefícios iniciais, os 30 anos do Real também enfrentaram desafios. Diversas crises econômicas globais e internas afetaram o país, mas a inflação se manteve abaixo dos níveis pré-Plano Real. Então, isso preservou parte do poder de compra e permitiu o crescimento da classe média, que teve maior acesso a bens duráveis, segundo Mello.

A economista Carla Argenta, ao Infomoney, acrescenta que, desde 1994, a inflação acumulada foi de 656%, enquanto o salário-mínimo subiu 1.917%, de R$ 70 para R$ 1.412.

A comparação de preços entre 1994 e 2024 revela a magnitude das mudanças econômicas. O preço do pãozinho de 50 gramas e do litro da gasolina aumentou cerca de 10 vezes, enquanto o salário-mínimo subiu 20 vezes. Apesar da inflação acumulada, o poder aquisitivo foi protegido pelos dissídios salariais.

Logo, isso garante que as perdas sejam compensadas e mesmo ganhos sejam obtidos, mantendo a capacidade de consumo das famílias brasileiras.

Foto: rafastockbr/Shutterstock

Comparação de preços em 30 anos do real

Para exemplificar a transformação, o açúcar subiu de R$ 0,68 para R$ 4,39 por quilo; o feijão, de R$ 1,16 para R$ 7,89; e a gasolina, de R$ 0,55 para R$ 5,80 por litro. Uma cerveja comum de 600ml, em 1994, R$ 1,16.

A inflação acumulada ao longo dos anos destaca a importância de políticas econômicas eficazes para manter o poder de compra.

A comparação de preços entre 1994 e 2024 mostra a importância de continuar aprimorando as estratégias econômicas para garantir a estabilidade e o bem-estar da população.

*Com informações de Infomoney.

 

 

 

 

 

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