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Reforço com vacina diferente é mais eficaz contra vírus, diz estudo

Pesquisadores dos EUA analisaram imunizados com Pfizer, Janssen e Moderna e resposta imune foi maior com combinação heteróloga

14/10/2021 08h19
Por: Agência Plácido Fonte: R7
Reforço com dose diferente tem melhor ação contra o coronavírus / DADO RUVIC/ILLUSTRATION/REUTERS
Reforço com dose diferente tem melhor ação contra o coronavírus / DADO RUVIC/ILLUSTRATION/REUTERS

Cientistas dos Estados Unidos pesquisaram a eficácia do reforço da imunização contra a Covid-19 de forma homóloga (mesma vacina) e heterólogo (vacina diferente) dos três fármacos aplicados por lá: Janssen, Pfizer e Moderna. O estudo aponta que a aplicação do reforço de farmacêuticas diferentes apresenta melhor resposta imune, se comparado com a dose extra do mesmo produto. A pesquisa foi publicada em pré-impressão no site medRixv, na quarta-feira (13), e ainda precisa da validação de outros cientistas. 

O ensaio foi feito com 458 voluntários, em dez lugares diferentes dos EUA e em duas fases de pesquisa clínica. Todos os participantes receberam uma das três vacinas e não tinham sido infectados pelo SARS-CoV-2, pelo menos 12 semanas após a imunização completa. Desses, 154 pessoas receberam reforço da Moderna; 150, da Janssen; e 154, da Pfizer.

Os resultados primários, apresentados de 15 a 29 dias após a aplicação, indicaram que o reforço aumentou a produção de anticorpos neutralizantes de 4,2 a 76 vezes a mais, e a produção de anticorpos de ligação de 4,6 a 56 vezes a mais, com qualquer combinação de vacinas. Porém, com imunizantes iguais a produção de anticorpos de ligação cresceu de 4,2 a 20 vezes. Já, com doses diferentes, o aumento foi de 6,2 a 76 vezes mais eficaz.

Os anticorpos neutralizantes destroem o vírus. Os anticorpos de ligação se unem ao vírus, mas não o matam ou evitam a infecção. Em vez disso, alertam o sistema imunológico para presença da célula estranha os leucócitos são enviados para destruí-la. 

O surgimento da variante Delta e a queda da imunidade após seis meses do esquema vacinal completo, levantou a questão sobre as doses de reforço para conter a pandemia. Na maioria dos países, elas estão autorizadas para idosos e imunodeprimidos. 

No Brasil, o Ministério da Saúde indica que é a aplicação extra seja, preferencialmente, com a Pfizer, independentemente do produto usado anteriormente. Porém, a indicação do FDA (agência reguladora nos EUA) é que o reforço seja do mesmo laboratório. 

Janssen

A vacina produzida pela Johnson & Johnson é a única aplicada em dose única. Porém, no fim de agosto, a farmacêutica apresentou um estudo indicando que a aplicação de uma segunda vacina resultou em níveis de anticorpos de ligação nove vezes superiores aos de níveis vistos 28 dias depois de as pessoas receberem a primeira dose.

Diante disso, a empresa pediu autorização na agência reguladora dos EUA para uso emergencial do reforço, em todas as pessoas acima dos 18 anos e que receberam a dose única. O FDA faz reunião hoje e amanhã para responder à requisição feita pelo laboratório.  

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