Uma menina Yanomami, de 5 anos, precisou passar por cirurgia após ser estuprada em uma área de mata próxima à Casa de Apoio à Saúde do Índio Yanomami (Casai), na zona Rural de Boa Vista. O suspeito do crime, um indígena, de 28 anos, da mesma etnia, foi preso nessa quarta-feira (13) pela Polícia Civil.
O crime aconteceu no dia 3 de outubro deste ano. A menina, que também tem necessidades especiais, foi encontrada deitada no chão, sem roupas, ensanguentada e bastante ferida. Logo após, foi levada para o Hospital da Criança Santo Antônio, administrado pela prefeitura.
Procurado, o município não informou se a menina segue internada, mas disse que ela “foi atendida pela equipe e todos os procedimentos médicos foram tomados”. A menina também passou por exames de lesão corporal e conjunção carnal no Instituto Médico Legal (IML), informou a Civil.
De acordo com a Civil, o homem e a criança estavam alojados na Casai, quando ele pegou a criança pela mão, pulou o muro da unidade e, em um matagal próximo, praticou o estupro.
Depois que a menina foi encontrada, a Polícia Militar foi acionada e recebeu a informação de que o suspeito estava detido no local. Porém, quando a equipe chegou, não encontrou o indígena, que fugiu após ser agredido por familiares da vítima, conforme a Civil.
A Casai Yanomami é administrada pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei-Y), ligado ao Ministério da Saúde. O g1 entrou em contato com os dois órgãos e aguarda retorno.
Depois que o suspeito fugiu, as investigações foram iniciadas pela Delegacia de Proteção ao Idoso e a Pessoa com Necessidades Especiais (DPIPNE). No inquérito, foram ouvidos relatos de familiares da vítima e testemunhas. Com a comprovação do crime, foi representada pela prisão preventiva do acusado, que foi deferida pela Justiça.
O indígena foi encaminhado à Delegacia, onde foi qualificado e interrogado, por meio de um intérprete. Depois, foi levado à Custódia da Civil e, nesta quinta-feira (14), passará por Audiência de Custódia.
Conforme o delegado Paulo Henrique Moreira, titular da DPIPNE, o indígena foi apresentando na delegacia, mas não foi ouvido pois não fala português e o tradutor da língua materna estava em viagem.
“Trata-se de um crime hediondo, contra uma criança com deficiência que passou por momentos torturantes nas mãos deste indivíduo. A Polícia agiu rápido, investigou, instaurou inquérito, ouviu todas as partes, inclusive, funcionários da Casai, representou pela prisão dele, deferida pela Justiça e, agora, cumprimos a decisão judicial”, finalizou Moreira.
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