O hoje pastor Carlos França, de 63 anos, presidente do ministério Tenda dos Milagres, cuja sede é em Plácido de Castro, Acre, mas com filiais em Rondônia, Peru e Bolívia, já foi um empresário bem-sucedido, acostumado a boemia. Tinha dinheiro juntado a rodo em suas empresas de construção civil e material de construção e isso lhe colocava o mundo a seu alcance.
Segundo ele, no entanto, sua farra era do mesmo tamanho do vazio que tinha na alma. Um dia, depois de clamar por Jesus e ser ouvido, ele decidiu pegar a chave da loja e entregar na mão de uma funcionária, para quem teria dito o seguinte: você fecha, abre, faz dessa loja o que você quiser. Eu estou indo e não volto mais. Foi embora se encontrar com Cristo, pregar o evangelho e nunca mais voltou mesmo. Virou um homem rico e feliz pelo que se transformou.
Hoje preside um ministério com cerca de 600 pessoas que sobraram da pandemia e tem como ocupação principal catar lixo humano nas ruas, como a sociedade chama os dependentes químicos, para tentar recupera-los. É com esse sujeito de uma das histórias mais fantásticas de entrega humana aos pés de Cristo que o AcreNews conversou, ainda que por telefone, para trocar com ele um fantástico bate papo. Veja a seguir:
AcreNews – Quem é Carlos França?
Carlos França – Sou o Carlos Alberto de França, 63 anos, natural de Rio Branco, Acre. Sou casado com a Simone de Oliveira França.
AcreNews – Como era sua vida antes de conhecer Jesus Cristo?
Carlos França – Eu era um empresário bem-sucedido e tinha uma vida dissoluta (bebedices, prostituição e etc.), mas tinha um vazio no coração (não era feliz).
AcreNews – E depois de conhecer Jesus o que aconteceu, uma vez que o senhor conta que abandonou tudo, inclusive a loja que tinha de material de construção?
Carlos França – Depois de renunciar tudo que eu era e o que eu tinha para fazer minha entrega perfeita ao Senhor Jesus (servir a Ele do jeito dEle), Ele mudou minha vida, me preencheu aquele vazio. Hoje vivo só para Ele. Nunca tão feliz quanto hoje.
AcreNews – Qual a sua principal ocupação hoje, além de dirigir cultos?
Pastor Carlos toca uma Associação de Mandiocultura no Abunã
Carlos França – Trabalho catando e reciclando o que para a sociedade é lixo humano (resgate e recuperação de dependentes químicos, atendimento a moradores de ruas e famílias carentes, com base no que a Bíblia diz: “Jesus veio para desfazer a obra do maligno”. Hoje, 90% dos ministros e pastores da nossa igreja são pessoas que foram recuperadas, para a glória e honra do nome do Senhor.
AcreNews – Com um trabalho desse que o senhor tem, com centenas de pessoas ao seu redor, isso não tem gerado cobiça política. Alguém lhe chamar para disputar eleição?
Carlos França – Não tenho nenhuma pretensão de entrar na política.
AcreNews – Onde é sua igreja, pastor Carlos França?
Carlos França – Nossa Igreja sede está situada na rua Zuíla Ferreira de Freitas, 170, em Plácido de Castro, no Acre. Com filiais em Rio Branco, Acrelândia, Capixaba, São Carlos – RO, Buritis – RO, Porto Maldonado – Peru e Lápis – Bolívia. Temos em torno de 600 membros remanescentes da pandemia. É a Tenda dos Milagres.
O pastor Carlos França dirige uma Associação de Mandiocultura em Plácido de Castro cujo objetivo é alavancar recursos para a construção de uma clínica para dependentes químicos. O negócio foi criado em função de a Constituição Federal vedar apoio direto do Estado a igrejas. Assim, por meio desta agremiação, a Tenda dos Milagres tem conseguido chegar perto de seus objetivos. Já tem muita produção, suficiente, pelo menos, para abastecer o mercado local
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