O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta sexta-feira, 13, que a democracia no mundo passa por “um processo de erosão”. Em virtude disso, é preciso “restabelecê-la”. A declaração foi proferida durante o Congresso Brasileiro de Magistrados, realizado em Salvador. “No século 20, a democracia derrotou todas as alternativas que se apresentaram: o comunismo, o fascismo, o nazismo e ditaduras militares e fundamentalistas”, disse o magistrado. “Recentemente, alguma coisa não parece estar bem. É um período de recessão democrática, legalismo autocrático, e outros nomes para esse momento de erosão da democracia.”
Sem listar o Brasil, o juiz do STF citou Hungria, Polônia, Turquia, Rússia, Filipinas, Venezuela, Nicarágua e El Salvador como governos autoritários, além de “turbulências” recentes nos Estados Unidos e Reino Unido. O ministro defendeu uma “autocrítica de democratas” para o restabelecimento da democracia no mundo, sem mencionar como se concretizaria essa sugestão.
Conforme Barroso, a “ascensão de um processo autoritário e populista” se dá por insuficiências da própria democracia. Durante a palestra, o magistrado não fez menções ao Brasil e disse querer “evitar polêmicas” em sua falas.
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