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Economia Empréstimo

Empréstimo consignado do Auxílio Brasil já foi liberado? Confira as atualizações

Ampliação do crédito consignado para beneficiários do programa social enfrenta impasse em razão das taxas de juros.

20/09/2022 às 10h30
Por: Agência Plácido Fonte: Edital Concursos Brasil
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Foto Reprodução | Edital Concursos Brasil
Foto Reprodução | Edital Concursos Brasil

A ampliação do crédito consignado para beneficiários do Auxílio Brasil foi anunciada com muito barulho pelo governo federal. Meses após o anúncio, os empréstimos seguem indisponíveis e o público do programa sem nenhuma informação.

A principio, a liberação estava prevista para começar em setembro, mas a previsão já é de atraso. Mesmo com mais de 17 bancos homologados para oferecer a modalidade, de acordo com o Ministério do Trabalho, ainda há uma indefinição a respeito das taxas de juros.

No consignado, o valor do empréstimo é descontado direto da folha de pagamento – neste caso do benefício – do contratante, o que praticamente zera a chance inadimplência e possibilita a cobrança de juros mais baixos. Contudo, o Planalto não definiu um teto para essas taxas, o que significa que a instituição basicamente poderá cobrar quanto quiser.

Endividamento

O medo dos analistas e dos técnicos dos ministérios da Economia e da Cidadania é de que os bancos cobrem juros altos, aumentando o nível de endividamento de famílias de baixa renda. Não há limite de juros definido nem mesmo na Medida Provisória que cria a modalidade.

A expectativa é que o Executivo inicie conversas com as pastas do governo a partir desta semana para discutir o assunto. Nas próximas semanas, uma nova regulamentação deve ser publicada com detalhes sobre o consignado para Auxílio Brasil.

Grandes bancos ficam de fora

Da forma como está desenhado o consignado, o cidadão poderá comprometer até 40% do seu benefício com o pagamento da dívida. Considerando que o valor mínimo da parcela é de R$ 400, já que o acréscimo de R$ 200 será pago apenas até dezembro, as parcelas podem chegar a R$ 160 mensais.

“O beneficiário que receberia R$ 400 terá apenas R$ 240 para comprar comida, remédio, pagar aluguel, água, luz. Assim, o programa perderia totalmente seu propósito”, pontuou, em nota, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

Nessa perspectiva, grandes bancos do país decidiram não aderir à modalidade. “Entendemos que essas pessoas terão mais dificuldade quando esse benefício cessar”, afirmou o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior.

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