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Advogado de Carmélio da Silva, preso em operação policial que investiga morte do ex-prefeito Gedeon Barros, diz que cliente está disposto a colaborar com a justiça e que ingressará com pedido de Habeas Corpus 

O advogado criminalista David Santos, disse que tão logo tomou conhecimento da prisão do investigado, realizou o acompanhamento de seu cliente na oitiva de depoimento.

21/12/2023 às 05h18 Atualizada em 21/12/2023 às 09h18
Por: Informativo Plácido
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Advogado Criminalista, Dr. David Santos, representa Carmélio da Silva, preso em operação policial que investiga morte do ex-prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros - Foto: Reprodução.
Advogado Criminalista, Dr. David Santos, representa Carmélio da Silva, preso em operação policial que investiga morte do ex-prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros - Foto: Reprodução.

Carmélio da Silva, um dos suspeitos de participação na execução do ex-prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros, foi preso pela Polícia Civil e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na manhã desta quarta-feira (20), em uma operação policial que investiga o crime ocorrido em maio de 2021. Segundo o advogado do custodiado, ele está disposto a colaborar com as autoridades e vai ingressar com um pedido de Habeas Corpus para garantir seus direitos.

O advogado criminalista David Santos, disse que tão logo tomou conhecimento da prisão do investigado, realizou o acompanhamento de seu cliente na oitiva de depoimento. Na ocasião, esteve presente a banca de advogados do escritório Romano Gouvea Advogados Associados, uma equipe especialista na área criminal. A defesa pontuou que vai recorrer à justiça para provar sua versão dos fatos.

"A defesa se solidariza com a família da vítima, o senhor Gedeon Barros, e explica que neste momento em que o senhor Carmélio é suspeito e está sendo investigado, embora a defesa até o presente momento não tenha tido acesso aos autos, (devido se encontrar em segredo de justiça) esclarecemos ao público e a toda sociedade placidiana que este é um momento delicado, e que acima de tudo, devem ser respeitados os direitos de seu cliente". Escreveu em nota.

Foto: Davi Sahid.

Logo ao amanhecer desta quarta-feira, 20, uma operação conjunta entre o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rio Branco e o Centro Integrado de Segurança Pública de Plácido de Castro (CISP), cumpriram dois mandados de prisão contra alvos apontados no curso investigatório, como mandantes direto no assassinato protervo do ex-gestor. De acordo com o Delegado Alcino Júnior, havia uma sociedade entre o ex-prefeito e o ex-secretário de esportes de Plácido, Liomar de Jesus Mariano, o Mazinho, e Carmélio da Silva. “O que a gente pode dizer é que a investigação levou a conclusão de que houve um desacordo comercial entre a vítima e as pessoas que planejaram o crime”, relatou a autoridade policial.

A defesa de Silva sustenta que, embora o investigado esteja em uma prisão preventiva, é importante esclarecer que ninguém poderá ser considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, pois sempre deve ser assegurado ao acusado, o princípio da presunção de inocência, assegurando que ademais, o processo ainda está em sua fase embrionária e que as investigações ainda estão em andamento.

"A priori, devemos nos resguardar de emitir qualquer opinião ou juízo técnico, preservando sempre o direito ao contraditório e ampla defesa. No processo crimimal, é importante que sejam analisadas as provas com cautela e técnica, para que assim, seja respeitado o devido processo legal. O investigado é arrimo de família, possui todos os requisitos para responder o processo em liberdade, e a defesa irá se dedicar em buscar a verdade real dos fatos no decorrer do processo. Cumpre destacar que o acusado está disposto a colaborar com as investigações no que lhe couber", disse David.

De acordo com a investigação, pelo menos 6 pessoas foram apontadas como participantes na morte de Barros, que foi covardemente assassinado com disparos de arma de fogo na região da cabeça, dentro do seu carro no segundo distrito de Rio Branco, no dia 20 de maio de 2021. Dois homens chegaram em uma moto e executaram o ex-gestor, fugindo logo depois. A Polícia Civil informou que foram expedidos pela justiça seis mandados de prisão, sendo que três já foram cumpridos, dois em Plácido de Castro e um em Tarauacá. Outros três mandatos, de pessoas acusadas de serem intermediárias e que teriam fornecido a arma e a motocicleta para a execução do ex-prefeito, devem ser cumpridos nos próximos dias.

O delegado geral de polícia, Henrique Maciel, destacou o esforço da Polícia Civil para elucidar o caso. “Determinamos que todos os esforços fossem feitos para elucidar esse caso. Mais uma vez, a Polícia Civil mostra o seu compromisso com a população. Muita gente pensou que essa execução cairia no esquecimento”, declarou.

O advogado de Carmélio encerra dizendo que acredita e tem fé na justiça: "Agradecemos o direito de resposta, e por fim, a defesa esclarece que irá trabalhar de forma latente junto de sua banca de advogados, para provar a verdade real dos fatos e para obter uma melhor elucidação da lide que envolve o investigado, senhor Carmélio", finalizou o Dr. David Santos.

A viúva de Barros, Lúcia Barros, pediu justiça pela morte do marido em uma postagem nas redes sociais no dia em que completou dois anos do crime. Ela usou a hashtag #justiçaporgedeon para se manifestar sobre o caso.

Víuva de Gedeon Barros, Lúcia Barros, pediu justiça pela morte do marido em postagem — Foto: ReproduçãoVíuva de Gedeon Barros, Lúcia Barros, pediu justiça pela morte do marido em postagem — Foto: Reprodução

Sobre o ex-gestor

Barros foi prefeito da cidade de Plácido de Castro entre os anos de 2016 a 2020, quando ele concorreu à reeleição, mas foi derrotado nas urnas no ano de 2020. O ex-prefeito era empresário e foi gestor da cidade apenas por um mandato.

Durante a gestão, Barros teve o nome divulgado em uma lista de nove prefeitos de cidades do Acre como ficha suja do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) em agosto de 2020. Os gestores tinham condenações transitado em julgado nos últimos oito anos. As condenações incluem diversos processos, entre os quais desvios ou problemas na administração do dinheiro público.

Investigações da Polícia Federal na Operação Contágio, também apuraram supostas irregularidades em licitações que teriam ocorrido no primeiro semestre do ano de 2020 no município. Conforme a PF, um dos contratos investigados envolvia mais de R$ 500 mil para a compra de equipamentos de proteção individual (EPI’s) para profissionais da saúde que atuavam no combate à pandemia causada pela Covid-19, no mandato dele.

 

 

 

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