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O que foi a Guerra dos Farrapos?

A Revolução Farroupilha foi como ficou conhecida a revolução ou guerra regional, de caráter republicano, contra o governo imperial do Brasil. Estendeu-se de 20 de setembro de 1835 a 1 de março de 1845.

19/09/2022 às 18h21
Por: Agência Plácido Fonte: Mega Curiososo
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Foto: Reprodução/Mega Curioso
Foto: Reprodução/Mega Curioso

A Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos foi um movimento ocorrido no Rio Grande do Sul entre os anos de 1835 e 1845. Era um levante da província de São Pedro do Rio Grande do Sul contra o governo imperial do Brasil, no intuito de formar a República Rio-Grandense.

A república nunca foi reconhecida pelo Império e acabou sendo desmontada em 1845. Mas, ainda assim, este episódio histórico é entendido até hoje como a revolta civil mais longa que ocorreu no Brasil. Um dos grandes destaques deste movimento é que havia uma forte participação de negros que lutavam pelo fim da escravidão.

O começo de tudo

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Com a renúncia de Dom Pedro I em 1831, iniciou-se o período da Regência, um governo de transição que aconteceria até que seu filho, Dom Pedro II, tivesse maturidade para assumir o seu lugar.

No entanto, os gaúchos estavam insatisfeitos com o governo imperial por conta dos impostos que eram cobrados sobre os produtos rio-grandenses, como erva mate, charque e couro. O charque gaúcho pagava 25% de impostos, enquanto o uruguaio pagava apenas 4% para ser vendido no Rio de Janeiro. Havia também a simpatia pelos ideais republicanos, o que nutria um desejo de independência.

Em 20 de setembro de 1835, um grupo formado por cerca de 200 revolucionários liderados por Bento Gonçalves, que se autodenominavam farroupilhas ou farrapos (por conta do estado esfarrapado de suas roupas), tomaram Porto Alegre e exigiram a retirada das tropas imperiais. Eles também demandavam a nomeação de um novo presidente da província.

A República Rio-Grandense

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Em 1836, os rebeldes proclamaram a independência com a instituição da República de Piratini, cidade que seria a nova capital. Bento Gonçalves, o grande comandante dos farrapos, seria o novo presidente.

Obviamente, o império não reconheceu a independência e seguiu lutando contra os farrapos. Bento Gonçalves foi preso, mas o movimento já está centralizado em outros líderes, como David Canabarro e o italiano Giuseppe Garibaldi. Contudo, Bento Gonçalves, que havia sido enviado para Forte do Mar, na Bahia, conseguiu fugir a nado.

Em 1837, Bento retorna ao Rio Grande do Sul e é eleito presidente da República do Piratini. Os farrapos ficavam cada vez mais populares e o movimento se espalhava pelo estado.

Em 1839, David Canabarro, em companhia de Giuseppe Garibaldi, tomou a cidade de Laguna em Santa Catarina. Lá, Garibaldi conheceria sua esposa, Anita Garibaldi, que se tornaria também companheira de luta. Funda-se então neste estado a República Juliana.

O fim do conflito

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Em 1840, Dom Pedro II assume o trono na tentativa de pacificar o país. As forças militares, comandadas por Luiz Alves de Lima e Silva (mais conhecido como Duque de Caxias) dedicou esforços para conter a revolta e desmontar os farroupilhas.

Já enfraquecidos por algumas derrotas, em 1845 os farrapos entram em um acordo com o governo no chamado Tratado de Ponche Verde, que reintegrou a República ao império brasileiro e assegurou a anistia dos rebeldes. Dentro dessa proposta de paz, houve também um acordo para que as pessoas escravizadas que haviam lutado ao lado dos farroupilhas fossem finalmente libertas.

 

 

 

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