Alvo de uma campanha pelo voto útil vinda de seus dois principais adversários, o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, tem rechaçado aos apoiadores da campanha e parlamentares do PDT a possibilidade de desistir da disputa eleitoral deste ano. Esta é a quarta vez que o pedetista disputa a Presidência da República.
Nas últimas horas, o candidato garantiu a aliados que não irá ceder à pressão. À Oeste, apoiadores de Ciro afirmaram que o candidato tem usado a frase “desistir não está nos planos” para garantir a manutenção da disputa ao Planalto.
A orientação é para que os aliados façam o recado chegar nas bases eleitorais, especialmente nas cidades no interior do país, onde a direção do partido tem maior preocupação em relação à possível perda de votos nestes últimos dias de campanha. “O recado é: Ciro não desistiu e não vai desistir”, afirmou um aliado à Oeste.
Nos últimos dias, Ciro tem sido o principal alvo das campanhas de voto útil, especialmente do PT, de Luiz Inácio Lula da Silva e do PL, do presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro. As campanhas de ambos os candidatos têm investido intensamente em propagandas junto aos eleitores para que votem em seus candidatos e não em Ciro.
Além dos adversários, Ciro também tem sido alvo de lideranças políticas como o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Nesta quinta, o ex-presidente tucano pediu votos “pró-democracia” e elencou algumas promessas que Lula fez, caso ganhe a disputa, com termos que compõem os discursos de campanha do petista.
“Peço aos eleitores que votem em quem tem compromisso com o combate à pobreza e à desigualdade, defende direitos iguais para todos independentemente da raça, gênero e sexo”, escreveu FHC, sem citar nomes.
Líderes internacionais pedem desistência
Líderes internacionais também pressionam o candidato do PDT a uma eventual desistência. Nesta quarta-feira, 21, nomes como os ex-presidentes do Equador Rafael Correa e Amado Boudou, ex-presidentes do Equador e ex-vice-presidente da Argentina, respectivamente, por Adolfo Pérez Esquivel, ganhador do Nobel da Paz em 1980, a senadora colombiana Piedad Córdoba, o cineasta colombiano Hernando Calvo Ospina publicaram uma carta aberta em que pedem que Ciro desista da candidatura em prol de uma eventual vitória de Lula, ainda no primeiro turno.
Em resposta, o candidato subiu ainda mais o tom contra os adversários nas redes sociais. “Quero restaurar a autoridade da presidência da República, que virou esconderijo de bandidos”, escreveu ele.
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