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Saúde Dados pré-pandemia

Poluição mata 9 milhões de pessoas por ano no mundo, diz estudo

O que é preocupante, dizem os autores, é que esse número permanece o mesmo desde a análise anterior, feita pelo grupo em 2017, que indicava a poluição como responsável por 9 milhões de mortes prematuras em 2015.

21/05/2022 às 16h36
Por: Agência Plácido Fonte: TecMundo
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Foto: Reprodução Google Imagens
Foto: Reprodução Google Imagens

Um estudo global realizado antes da eclosão da pandemia da covid-19 estima que a poluição foi responsável pela morte de 9 milhões de pessoas em 2019, o que equivale a uma em cada seis mortes ocorridas em todo o mundo. Os dados constam em um novo relatório da Comissão Lancet de Poluição e Saúde publicado na terça-feira (17), na revista The Lancet Planetary Health.

O que é preocupante, dizem os autores, é que esse número permanece o mesmo desde a análise anterior, feita pelo grupo em 2017, que indicava a poluição como responsável por 9 milhões de mortes prematuras em 2015. A atualização, feita com dados do Estudo Carga Global de Doenças, Lesões e Fatores de Risco (GBD 2019), mostra que poucas ações foram tomadas pelos governos para conter essa grave crise de saúde pública.

Mudança no perfil da poluição

Imagem de: Poluição mata 9 milhões de pessoas por ano no mundo, diz estudo

Se, por um lado, ocorreram reduções no número de mortes relacionadas à poluição do ar doméstico e da água – geralmente associadas à pobreza extrema –, por outro, esses pequenos progressos foram "compensados" por um crescente número de óbitos ligados à poluição atmosférica ambiental e à poluição química tóxica, leia-se chumbo.

A poluição prevalente inclui a contaminação do ar por material particulado, e constitui uma ameaça para a saúde humana e planetária. Isso faz com que o fenômeno não possa mais ser tratado como questão nacional ou regional, pois envolve todos os tipos de resíduos indesejados de origem humana lançados no ar, terra, água e oceano.

Conclusões e alertas

Desde o relatório de 2017, a Comissão Lancet tem comprovado que o controle da poluição deve ser realizado em conjunto com igual atenção às mudanças climáticas e à perda da biodiversidade. Esse triunvirato ser deve trabalhado por planejadores públicos e privados na elaboração de políticas públicas de investimento, com foco na saúde.

Sao PauloVista panorâmica do centro da cidade de São Paulo; cidade é um das que mais sofre com a poluição no Brasil (Shutterstock)

Os autores pedem que organizações internacionais e governos utilizem protocolos de amostragem uniformes para coletar evidências sobre a exposição a produtos químicos perigosos. O alerta se torna mais importante para países de baixa e média renda, nos quais elementos tóxicos – como chumbo, mercúrio e cromo – são vendidos livremente sem nenhum tipo de controle.

 

 

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