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Primeira Mostra de Cinema Japonês será realizada no Acre

Com apoio do governo do Estado do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), será realizada a primeira Mostra de Cinema Japonês no ...

06/12/2021 às 08h10 Atualizada em 06/12/2021 às 08h23
Por: Agência Plácido Fonte: Secom Acre
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Foto: Reprodução/Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

Com apoio do governo do Estado do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), será realizada a primeira Mostra de Cinema Japonês no dia 12 de dezembro, em Rio Branco e em Cruzeiro do Sul, simultaneamente.

O evento ocorre na capital na Filmoteca Acreana e na Usina de Arte João Donato, e em Cruzeiro do Sul no Teatro dos Náuas, a partir das 10h. Os espectadores poderão participar, inclusive, de um debate sobre o filme assistido. Os longas exibidos são: Bom Dia (1959), Também Fomos Felizes (1951), Pai e Filha (1949) e Era Uma Vez em Tóquio (1953), todos do diretor Yasujir? Ozu.

Diretor Yasujir? Ozu. Foto: Divulgação/No Film School
Diretor Yasujir? Ozu. Foto: Divulgação/No Film School

Uma das idealizadoras do projeto, Ozi Cordeiro, conta que a ideia veio durante uma sessão de cinema em casa. “Eu estava assistindo o filme Era Uma Vez em Tóquio e descobri que ele foi eleito em 2012, por críticos do cinema mundial, como o melhor filme de todos os tempos, desbancando Cidadão Kane”, relata.

A grande estrela do evento é o filme de 1953. Era Uma Vez em Tóquio conta a história de um casal de idosos que deixa sua filha no campo para visitar os outros filhos em Tóquio, cidade que eles nunca tinham ido. Porém os filhos os recebem com indiferença, e estão sempre muito atarefados para terem tempo para os pais. Apenas a nora deles, que perdeu o marido na guerra, parece dar atenção aos dois. Quando a mãe fica doente, os filhos vão visitá-la junto com a nora, e complexos sentimentos são revelados.

Frame do filme “Era Uma Vez em Tóquio”. Foto: Divulgação/Veja SP
Frame do filme “Era Uma Vez em Tóquio”. Foto: Divulgação/Veja SP

De acordo com o site Belas Artes à la Carte, todos os banners que aparecem no longa foram pintados por Ozu. Outra curiosidade é que ele e o roteirista Kôgo Noda ficaram por volta de 103 dias em uma pousada, apenas trabalhando no texto do filme.

E as curiosidades não param por aí. A idealizadora Ozi conta ainda algumas coincidências que apareceram durante a criação da Mostra: “Yasujir? nasceu e morreu em 12 de dezembro, falecido no ano em que nasci. Meu nome é Ozi, e o dele é Ozu. Pensei assim: ‘ele está falando comigo, ele quer que eu divulgue as obras dele aqui’”.

O evento é gratuito e aberto ao público em geral. O uso de máscaras durante a permanência no local é obrigatório. Os filmes serão exibidos em linguagem original e com legendas.

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